Terça-feira, Junho 23, 2009

23/06/2009 Gimme Danger (04h16min)




Os dias foram se passando como tardes chuvosas,
E agora só consigo dormir quando vejo os raios solares invadindo minha casa.
Com o tempo, tudo foi se tornando abstrato de uma forma que eu não pude controlar,
O que eu senti, o que eu passei e todo o meu interior e personalidade parecem terem sidos apagados
E o que sobrou –nessa casca oca- esteve esperando por novos registros de vida.
Novos traços de emoção, de sentimentos.

Mas nada veio.
Nada apareceu e o que se parecia esperançoso, se converteu em tempestade
E a única coisa que me resta a fazer, é procurar abrigo.
Tudo mudou quando não veio a esperança, quando não veio o espírito
E nesse desmembrar, partes foram perdidas e deixadas ao longo do caminho,
Deixadas ao acaso, não esquecidas, mas desgastadas.

No inverno que a chuva se torna mais ácida
E as gotas parecem cada vez mais cortantes, revelando uma pele interior
Revelando pessoas que eu ignoro.
E na cidade que eu consigo ouvir os carros que perambulam,
Os bêbados que caem em vielas e choram.
Na cidade que a fumaça das grandes empresas, tampam minha visão do céu,
Me sufocam.

Meu abrigo se torna paredes úmidas e me vejo sozinho
Correndo para a chuva, gritando em devaneio
Esperando que o banho me limpe, me dilacere.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

18/06/2009 Space Oddity 2009 (04h22min)



Acho que em algum momento da minha vida, eu deveria ter realmente acreditado na
“ultima dose”.
Sempre fui inconseqüente e desatento, fingindo que nada era comigo
Fingir que nada é real, não me livrou de muito.
Quando pensei ter achado porto seguro, tive mais insegurança, mais ultimas doses e mais recaídas.

Em alguma parte esqueci de somente deixar em uma rua e deixar...
“The Last One” eu gostava de dizer.
Nunca foi.
Alguma parte, eu deveria sentir o metal frio rangendo sobre meu corpo e a luz do fim do túnel se aproximando.

Quando volto para o lugar que eu nunca deveria ter saído,
Sinto falta do que vivi enquanto estive fora.
E tem essa força estranha que sempre em empurra em direção a algo,
Me dando respostas, me fazendo escrever.

De um modo ou outro, acho que devo estar em meu caminho,
Mesmo tendo mudado e sabendo que as coisas nunca mais voltarão a ser como antes.

Não há nada que eu possa fazer.

Acabou.
Hora de fazer as malas, arrumar a cama e sair.
Talvez nos encontremos em algum lugar.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

01/06/2009 Battle for the sun (16h33min)



01/06/2009 Battle for the sun (16h33min)

Tenho, constantemente, imaginado toda uma realidade para passar para o blog, tentando ver tudo o que me acontece, aqui, formatado.
Tenho que parar de fazer isso.

Acho que tem uma hora que o corpo pede tempo, que a mão já não agüenta virar as páginas e o compromisso com os outros, acaba se tornando um compromisso de satisfação de seu próprio ego. Não me alegra saber que não consigo mais ser como antes, mas em períodos de transições, vejo que não sou bom.

O que não posso continuar fazendo, é absorver tudo que vejo em filmes, livros, musicas e tudo mais que me rodeia e tentar transcrever em forma de sentimento. A cada palavra que não consigo escrever, é uma forma que descubro que já não me impressiono e que estou me acostumando a tudo que antes, de uma forma ou outra, me inspirava.

Já ta na hora de sair e tentar encontrar algumas dessas pessoas em que vivo sonhando, hora de acordar e levantar, fechar alguns livros, abrir outros, trocar os CDs e DVDs.

Esse blog guarda minhas amizades das mais sinceras, tudo o que senti e ainda é um livro, pra mim. Não parei de sonhar, não parei de escrever. Mas já passou da hora de me reencontrar e eu sei que vocês me conhecem como ninguém.